quarta-feira, 28 de abril de 2010

Treta da rodada

Hoje começa a trajetória de brasileiros na segunda (ou terceira como quiser), fase da maior competição Libertadores. Tem futebol pra todos os gostos, Corinthians, Flamengo, São Paulo e Inter, e amanhã com Cruzeiro. O jogo mais pegado deve ser o do Flamengo que, em crise, joga contra o Corinthians. Muito se fala do duelo Ronaldo e Adriano, mas quem deve resolver a parada é o Dentinho ou o Ronaldo Angelim. O São Paulo joga contra o Universitário do Peru que até mandinga contra o Rogério Ceni fez. Já o colorado abatido pela surra no Grenal pega o Banfield na Argentina.

Agora o que interessa... Dos citados, o jogo em potencial para tretas é Corinthians e Flamengo no Maracana lotado. O Inter também deve sofrer com os argentinos, sempre atenciosos com os brasileiros.  

A real é que não tem nenhum copeiro nessa Libertadores e todos devem ficar pelo caminho e abrir espaço para mais um título do Estudiantes.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Treta do Caco Barcellos

Quem vê o jornalista Caco Barcellos hoje garante que ele é adepto das sinfonias de Beethoven ou da música erudita. Mas o cara é do rock'n'roll. E dos melhores... Em entrevista à jornalista e locutora da Itampema FM Santa Maria, Stefanie Silveira, Caco contou que suas influências musicais passam por Led Zeppelin e Rolling Stones.
O jornalista ainda conta que frequentava diariamente o CBGB, um pico punk underground que lançou alguns nomes da cena como o Sex Pistols. E foi justamente com o Pistols que Caco se identificou ainda mais com a cultura punk da época. Já como correspondente internacional que Caco voltou à Nova Iorque para acompanhar a decadência do baixista Sid Vicious, envolvido nas mais diversas tretas que envolvem até acusação de assassinato.

Porém, o rap tem uma grande parcela contribuinte no lado musical do jornalista, que era fã de Public Enemy e Salt-N-Pepa. Claro que a música populixo brasileira também se faz presente, afinal, ninguém é cult e inteligente se não apreciar Chico Buarque, Gal Gosta e João Gilberto.
Mesmo assim, Caco Barcellos é rock.

Ouça na íntegra a entrevista feita pela Itapema FM Santa Maria.

Foto: Globo.com

Treta das camisas do Santos

Os jogadores do Santos chutaram a seriedade e profissionalismo - se é que já tiveram alguma - e "aprontaram mais uma". Antes da final do Paulistão contra o Santo André, foi solicitado pelo presidente do clube que os peladeiros do time autografassem uma camisa que seria oferecida aos convidados que estariam no camarote durante o jogo. Os espertos assinaram nomes aleatórios de jogadores consagrados como Messi, Pelé, Cristiano Ronaldo e outros.
Coisa de quinta série que eu fazia na chamada no colégio. Nesse caso, aquela camisa autografada pode representar alguma coisa pra quem a recebe. Aí o cara vai ler lá e tem uns autógrafos nada a ver com o time que ele torce.

Mas tudo bem... eles são os moleques da Vila.

Treta na Ucrânia

O bicho pegou no Parlamento Ucraniano. O motivo foi a discussão sobre a permanência de tropas russas no litoral da Ucrânia. Além do quebra pau entre deputados, sobrou ovadas e bombas de efeito moral na rapaziada.
Fora do Parlamento, a polícia local também teve trabalho para conter a manifestação popular que queria invadir a boca e quebrar a porra toda.

Foto: AP Photo / Divulgação
Cinco manos no chão e mais um em cima contra apenas um

Treta News!

Não é novidade que o Muita Treta é mutante. E pra não deixar de ser diferente entra em uma nova fase, cheia de revolta interna, cerveja e futebol. Deu treta no mundo, você vê aqui no blog. Se os japas descascarem os chinas a pau ou os turcos racharem a cabeça dos escoceses por qualquer motivo, estará aqui.

E não me venham com esse papinho de guerra religiosa. Isso é desculpa pra bolar uma treta.
Não sou nenhum psicólogo, continuo sendo gremista, futuro jornalista e leitor de revista, porém tentarei desmistificar o imaginário dos tretadores.

E não deixem de votar na enquete sobre o primeiro eliminado na Libertadores de 2010. Porque nenhum desses brasileiros é copeiro!

segunda-feira, 15 de março de 2010

"Hit the road Jack" - On the road e geração beat

Capa de On the road que mostra os protagonistas do livro, Jack Kerouac e Neal Cassady


Recentemente mergulhei de cabeça no universo beat, cuja uma das figuras centrais do movimento está o escritor de linhagem franco-canadense - embora haja uma tremenda confusão genealógica em torno de sua naturalidade, por ter nascido em solo americano - Jack Kerouac. O autor teria completado 88 anos no último dia 12 de março, se não fosse seus excessos.

Nunca fui de ler muito, embora minha profissão exija isso, porém uma parada quase que forçada me fez reatar os laços com a literatura. Talvez nunca fui fã pela obrigação de ler tremendos porres como algumas obras de Machado de Assis para as aulas de Literatura no colégio e, posteriormente, para o vestibular. Quem sabe seja essa obrigatoriedade que tire o interesse das pessoas em ler, mas vai saber...

Detendo-se no assunto Kerouac / beat generation, fiquei fascinado quando tive contato com o seu livro de maior sucesso e propulsor da "nova cultura" que surgia. Entitulado On the road, publicado no Brasil pela L&PM Pocket com tradução de Eduardo Bueno, o livro conta a história de dois amigos (Sal Paradise e Dean Moriarty) que simplesmente viajam de cabo a rabo pela América dos anos 40. Um hino à loucura, aventura e a um jeito descompromissado de ser, o teor da chamada geração beat, que juntou outros nomes com o mesmo ideal como Allen Ginsberg e William Burroughs.

Como de praxe nas obras de Kerouac, seus personagens são reais, embora levem nomes fictícios. Sua maneira - e capacidade - de transcrever cada cena faz o leitor sentir-se dentro dos inúmeros carros que eles entram durante o livro, junto aos protagonistas. São caronas, veículos roubados ou simplesmente emprestados que fazem parte desse universo inimaginável nos dias de hoje. Uma época de excessos por parte dos errantes beats, de atitudes frenéticas, sexo, drogas e jazz, que posteriormente seria substituído pelo bom e velho rock 'n' roll. Seu estilo literário impressiona pelo fato de On the road ter sido escrito ininterruptamente, com folhas de papel coladas umas nas outras para que seu ritmo não fosse quebrado, um espelho do que representava o movimento.

On the road influenciou gente como Bob Dylan e Jim Morrison e é, até hoje, considerado a "bíblia da geração beat, sendo leitura obrigatória pra quem quer conhecer um pouco mais sobre essa forma de expressão nascida nos anos 40.

Foto: DKPresents

quinta-feira, 11 de março de 2010

Meninos da Vila

Qualquer noticiário esportivo da atualidade brinca com a expressão "meninos da Vila", em referência aos jovens atletas do Santos que cativam o público e enchem os olhos com dribles, firuletas e cambalhotas, o tal "futebol arte". Tenho nojo disso.

Ontem parei pra ver Santos e Naviraiense, pela Copa do Brasil, um jogo onde o Santos empilhou dez gols e até o Mádson fez gol de falta - só pra se ter uma ideia da qualidade técnica da partida. Logicamente que o time do Naviraiense foi à Santos fazer turismo, tanto que a programação de hoje do time consiste em uma visita ao memorial do time da baixada e uma ida à praia.

Em ritmo de brincadeiras, comandadas por Neymar, Robinho, Paulo Henrique Ganso e André, o Santos fez o que quis com os sul-mato-grossenses. Desfilou aquele futebol moleque, a malemolência brasileira que faz o Galvão Bueno berrar desesperadamente nos jogos da Seleção:"Pra cima deles, Robinho!!!". O forever young Robinho foi e o Naviraiense ficou.

Não pelos dez gols, mas pela maneira de jogar, achei desrespeitoso o jeito do Santos se portar em campo. Tá certo que o jogador quando faz um gol quer mais extravasar na comemoração, mas ficar achando que é criança e corroborar com a ideia da imprensa de que são crianças, moleques que não têm aquilo como uma profissão e sim como um hobby, acho meio forçado.

Não gosto desse tipo de futebol de hoje em dia. Cresci numa década cheia de quebradores de bola como Dinho, Mauro Silva, Rivarola, Stam e, por outro lado gênios do calibre de Zidane, Frank de Boer, Dener e Dennis Bergkamp. Os últimos, jovens na época eram craques e sabiam disso. Não precisaram viver de um rótulo até o final de suas carreiras no futebol.

Sempre fui fã daquele futebol mais pegado, onde um carrinho levanta nacos e mais nacos de grama do chão junto com o atleta da equipe adversária. Fair Play era coisa de outro mundo. O futebol era muito mais rivalidade e menos cordialidade. A própria Libertadores da América já deixou de ser o que era há uns 15 anos. E o Mundial de Clubes nem se fala... Sou da época que as equipes que iriam se enfrentar em Tóquio não podiam ter patrocínio nas camisas, diferente de hoje em dia onde it's all about the money.

Infelizmente, o Santos das molecagens é um retrato do futebol dos dias de hoje, que empolga quem gosta de Pelé mas renega - e pune - quem gosta de um Schiavi da vida...